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A história começa em mim

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A história começa em mim

A história começa em mim #1



Saí de casa as pressas, não sabia mais o que fazer, estava tudo tão escuro e apertado. Não sabia o que estava fazendo. Estava chovendo, e eu estava tentando fugir daquela situação. Eu corria, e corria, até cair numa poça d’água depois de me esbarrar em um moço com guarda chuva. Ele estava vestido com uma calça jeans azul e uma jaqueta de couro. Ele olhou para mim, me perguntou se estava bem, eu disse não. Ele me deu sua mão pra me levantar do chão, e logo quando eu me levantei tentei correr de novo, mas ele me puxou pelo braço:
- Ei, calma aí, onde é que você está indo, pra quê correr?
- Eu estou fugindo – disse chorando
- Hã? – Ele olhou para trás – Fugindo?
- Eu não agüento mais, eu não consigo... – desmaiei.
Tudo estava tão confuso, o motivo real daquilo não era possível entender... Conflitos e dores nos deixam correr pela chuva procurando paz, mas não sabemos onde encontrar... Parecia uma idiota correndo na chuva, constrangida, não queria que ninguém me olhasse, escondia minha face ante a multidão, e o saco pesado que eu carregava nas costas me deixava caída no chão... Ele me levou para a casa dele, e logo que eu acordei me assustei pensando que eu ia morrer, apesar de ser o que eu mais queria no momento. Eu estava deitada no sofá e ele perto de mim numa poltrona lendo um livro:
- Onde eu estou? – perguntei
- Oi, como se sente? Você desmaiou e tive que te trazer pra cá, eu não sei onde você mora.
- Ah. O que aconteceu?
- Não sei você estava correndo por aí e se esbarrou em mim e você caiu, eu te levantei e você desmaiou.
- Ah, obrigada por me ajudar. Vou indo – estava me levantando quando ele disse:
- Não, não! Calma aí moça. Você está desnutrida, se você for embora assim pode desmaiar de novo. Espere um minuto eu vou te dar algo para comer.
- Não, eu estou bem.
- Venha aqui, eu nem sei o seu nome. Você precisa comer.
- Calma cara, eu nem sei quem você é!
- Pode confiar em mim. Meu nome é Pedro. – ele estendeu sua mão para eu cumprimentá-lo
- Marília – estendi a minha mão e o cumprimentei.
Então sentei à mesa e comi um pão de forma com queijo e um pouco de café. Durante esse tempo ninguém falou nada. Mas eu fiquei com vergonha.
- Bem, já que agora estou nutrida, vou embora. – disse indo em direção à porta da saída.
- Mas você não estava fugindo? – perguntou ele – ou será que a fuga mesmo é de você?
Eu parei por um momento olhei para a porta, queria chorar. Tentei abrir a porta. Estava trancada. Quando as lágrimas já escorriam no meu rosto eu gritei com voz de choro:
- Abre essa porta! Eu preciso sair!
- Calma, espera! Deixa eu te ajudar!

- Eu quero ir embora. Abre!
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A história começa em mim #1 continuação





Eu estava de calça jeans e uma blusa meia estação verde, usava também um tênis que já estava todo molhado assim como os meus cabelos lisos e ondulados. Ainda estava correndo quando cheguei perto de uma loja chamada “Loja da felicidade”. Pareceu-me bem interessante. Eu entrei para ver o que eles vendiam.
- Olá, precisa de ajuda? – perguntou uma vendedora. –
- Ah, não. Obrigada. Estou só olhando. Achei interessante o nome da loja.
- Parece que está precisando de um guarda chuva, mas não vendemos aqui. – disse ela com tom de ironia.
- Não, eu estou bem. – peguei um saquinho rosa – o que é isso?
- É uma semente, abra para ver.
Então abri o saquinho e lá dentro tinha uma bolinha rosa. Eu abri a bolinha e dentro dela estava escrito: “Libertação”.
- Como é possível vender libertação? – perguntei
- Hahaha. Libertação é o fruto de uma planta.
- Ah sim. Vou levar então. Estou realmente precisando. Quanto é?
- Não tem preço querida. A libertação é dada por uma única pessoa. – ela me deu um papel – aqui nesse papel está o endereço onde você pode plantar sua semente.
- Não estou entendendo. – peguei o papel.
- Nós só damos a semente, mas quem planta e colhe é você. Nesse endereço tem o lugar certinho para você plantar e colher. – disse ela sorrindo
- Ah, entendi. Obrigada então. Talvez eu vá lá.
- Vai sim. Tchau!
Depois de passar na loja a chuva já tinha diminuído um pouco. Eu comecei a andar de vagar um pouco mais calma. Estava toda molhada. Um carro preto parou perto de mim. Era o Pedro.
-Quer uma carona? – perguntou ele. Apesar de que eu estava muito cansada  eu disse não. Ele insistiu. – vamos, não custa nada, você deve estar cansada.
- Não, obrigada. Me deixa em paz.

Então ele foi embora e eu andei só mais um quarteirão e cheguei em casa, não tinha ninguém. Subi, fui para meu quarto, fechei a porta. Percebi que meu cabelo estava cheirando cachorro molhado, e fui tomar um banho. Saí do banheiro uns 10 minutos depois e sentei na minha cama. Minha mãe chegou e me gritou. Já era umas seis horas da tarde.
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A história começa em mim #1 - final

- Marília! Venha aqui!
- O que foi mãe? – desci até a cozinha
- Filha você tem alguma coisa pra fazer agora?
- Não.
- Que bom. Lave a louça pra mim.
- Ai mãe, agora? – ela me olhou brava – ok, eu lavo.
Lavei a louça que estava enorme. Preparei um lanche pra mim e fui me deitar. A chuva começou de novo. Alguém bateu à porta.
- Filha? – era minha mãe. Quem mais poderia ser? Só mora eu ela e o seu namorado chato naquela casa mesmo.
- Oi? O que foi mãe?
- Nada. Vim ver se está tudo bem. – ela olhou para o saquinho rosa da Loja da Felicidade que estava na minha mão – O que é isso Marília?
- Um saquinho vazio. – menti, pois não queria que ela descobrisse o que estava acontecendo comigo.
- Ah, boa noite. Tchau.
Ela fechou a porta. Eu abri o saquinho e pensei no que a moça da loja tinha me falado. Peguei o papel com o endereço que estava escrito:

“Uma nova história Deus tem para você sábado a noite 20:00. Não perca essa oportunidade. É a sua chance de mudar a sua vida.”
“Está se sentindo infeliz e oprimido? Venha participar desse evento!”
Guardei o papel com o saquinho na minha cômoda. Apaguei a luz do abajur e fui dormir.

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A história começa em mim #2 - começo

- Oi, meu nome é Marília, tenho 16, faço 17 daqui a dois meses. Sempre sonhei em ser uma pessoa feliz e independente, uma pessoa que tem coragem de realizar sonhos, uma pessoa que faz a diferença. - ele me olhou nos olhos e eu acordei.
Tinha sonhado falando com alguém, não sei muito bem aonde. Depois de um dia como ontem pensei que iria sonhar pesadelos... Bem, então fui tomar um banho pra ver se eu acordava, ainda tinha que arrumar umas coisas da escola antes que as férias acabassem apesar de faltar duas semanas. Tomei banho, coloquei um short rosa e uma blusa de manga estampada, não estava mais chovendo. Nove e meia da manha desci pra tomar café e minha mãe estava lá.
- Menina, num dia quente como este por que colocar blusa de manga?
- Ai mãe, me deixa!
- Tá! Vou sair. Se você for sair mais tarde já sabe? Fecha a porta direito!
- Aham, tchau.
Então comi uma tigela de cereal e uma banana. Subi os 10 degraus que levava ao andar de cima, e entrei no meu quarto. Sentei na minha cama de casal com colcha rosa, peguei o meu tênis que estava no baú e calcei-o.  Penteei meu cabelo que amanhecera bonito e liso, desci, e saí de casa a fim de trancar já a porta quando lembrei que tinha esquecido a bolsa na poltrona. Peguei-a e finalmente tranquei a porta!
Bom, esta não é minha rotina, mas só quando eu saio de casa eu fico nessa correria toda. Saí e caminhando por uma rua enorme, passou por mim duas amigas:
- Marília? Minha filha você foi seqüestrada? Nunca mais te vimos! – Disse uma delas
- Ah, oi pra você também Cris, como vai? – perguntei
- Bem...  – disse Cris
- Amiga, vai rolar uma festa na casa da Duda, bora lá? Você parece tão mal, olha essa pele! – disse a outra amiga.
- Ah, sei não hein Lourdes...
- Amiga para com isso! A gente te busca lá – disse Cris.
- É que horas e que dia?
- Sábado a noite, vai ter até piscina – falou Lourdes entusiasmada
- Ok, podem passar lá em casa.

- Aii que legal!!! Até mais amiga, beijos!

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A história começa em mim #2 - continuação 

Festa! Hum... Nem estou com cabeça pra isso! Então continuei minha caminhada até passar por um drogado quase morrendo, tossindo e cheirando álcool. Andei mais dois quarteirões e cheguei numa loja de roupas para comprar uma calça. No momento achei a loja legal, toda enfeitada e grande, tinha as melhores marcas de roupas, mas depois veio um vendedor perguntar se eu precisava de ajuda, e quem era? O Pedro!
- Ãh? Não! Já estou indo embora.
- Desconsidere aquele dia, faz de conta que você nunca me viu ok? – disse ele me olhando nos olhos.
- Não, eu estou bem, vim só olhar mesmo! – disse me virando
- Todo mundo fala isso! Agora chega de drama, e vem aqui, eu posso te ajudar Marília!
- Tá bom, vai!!! – disse com um suspiro me voltando pra ele.
Depois disso, eu disse pra ele que queria uma calça jeans azul escuro. E ele, pra variar, fez graça e trouxe todas as calças CLARAS, as mais claras que tinham do meu número 38! Eu olhei pra ele com uma cara tipo: você ta zoando né cara! E ele começou a rir tipo, estava quase chorando de rir e eu com aquela cara de tédio, mas não foi por muito tempo porque não agüentei e comecei a rir também até que o gerente da loja chegou...
- Pedro, o que é isso?
Ele me olhou com susto e virou para trás lentamente.
- Ops! – eu disse
- A-ah, é q-que... e-eu... eu estava ajudando a minha amiga aqui... – o puxei pelo braço e disse: não somos amigos! Ele voltou para o gerente – mas ela começou a rir e... – puxei-o novamente e disse: não bota a culpa em mim Pedro! Ele se voltou para o gerente de novo – aí eu comecei a rir também chefe, perdão. Não irá se repetir!
Aproveitei pra ir embora de fininho para não sobrar pra mim...
- Ah bom, então continue a atendê-la. – disse o gerente. Pedro se virou e eu já estava saindo para a rua. Ele suspirou.
 Saí rindo pela rua. Caminhei um quarteirão até chegar numa outra loja onde vendia calças. Eu realmente estava precisando de uma calça. Uma calça jeans ESCURA. Bom, depois de experimentar umas 15calças, realmente eu escolhi uma. Ela era simples, azul escura, justinha e de cós baixo, tinha bolsos na frente e atrás. Perfeita pra mim. Mas... Cheguei lá no caixa com o vendedor que estava me atendendo e na hora de pagar: - CADÊ MINHA CAR-TEI-RAA??? Ah, fala sério, será que eu deixei lá na outra loja? – desanimei, e com vergonha disse pra moça do caixa que voltava aqui mais tarde. Só que o problema, era que o comércio já estava fechando e eu ainda tinha que caminhar um quarteirão. Faltava um minuto pras lojas s fecharem. E fechou. E eu fiquei tipo: meu Deus! O que eu faço agora!!! Eu não tenho o número do Pedro pra ligar! O comércio está fechado, e se eu chegar em casa sem 120 reais minha mãe me mata! Caminhando de cabeça baixa, sentei na calçada da loja onde o Pedro trabalha. Abaixei a cabeça. Alguém me cutuca de leve nas costas. Continuo de cabeça abaixada. A pessoa me cutuca mais forte. Ignoro.
- Tá bom, você não quer sua carteira então vou ficar com ela. – era o Pedro. (o Pedro sempre aparece, poxa..) eu virei a cabeça lentamente pra trás quase chorando, levantei correndo. Peguei a carteira das mãos dele e agradeci.
- da próxima vez presta mais atenção ta? – disse ele rindo pra mim, eu olhei pra ele e fui embora quando ele perguntou se eu queria carona porque já estava tarde. Eu de costas pra ele disse:
- Não precisa, eu me viro sozinha. Obrigada por ter me devolvido a carteira. Tchau.
- Como você é custosa! _ disse ele com a mão na cabeça.





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